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E agora?

sexta-feira, 29 de abril de 2011






Olho as fotos amareladas das minhas lágrimas. Todas as esperanças extirpadas da minha alma. Passou. Acabou. Rompeu. Morreu.
E eu?
Eu sou o fiasco que restou. A lembrança que ficou. A saudade que se apossou.
Tudo, tudo, tudo em nada se tornou. Seus olhos meigos, seu sorriso quase infantil, querem me dizer que me ama. Sim, eu sei que me ama. Nunca duvidei disso. Na primeira troca de olhar, no primeiro sorriso de conquista, no primeiro beijo roubado. Quando suas mãos me afagavam, nas noites de amor sem fim...
Tenho em mim aqueles momentos infinitos ao seu lado. Não há como esquecer.
Mas mesmo assim você partiu. As palavras ásperas ditas, quando seus olhos me suplicava que não acreditasse. Eu falei, eu implorei, eu chorei... Mas você foi.
E eu fiquei aqui no desespero do abandono.
O tempo percorreu minha vida lentamente. Meus olhos só viu a vida descolorida. Era mais um dia sem você, vazio, triste, solitário. Eu me arrastava pela vida.
Eu telefonei, mas não falei... Palavras sufocadas pelas minhas lágrimas. E você várias vezes desligou. Será que você sabia que era eu? Será que sabia da minha agonia?
Não, esse seu amor algoz, quase me destruiu. Esse amor medroso, covarde, que tem tanto medo de se comprometer, de ficar, de amar. Esse amor capaz de abandonar. Arrancou todos os meus sonhos, e só me deu pesadelos.
O que vivi esse tempo todo? Nem sei como lhe descrever...
Mas esse meu amor foi aos poucos escoando em minhas lágrimas. Foi partindo de assim. Foi chorando embora em outra vida, que já não é mais a minha. Foi indo de mansinho, me deixando sozinha; sem sonhos, sem esperança, sem você.
Fiquei só; desconfiada, arredia; mas livre desse maldito sentimento. Perdi os sonhos, a inocência. Cresci, amadureci. Sou outra. Se melhor ou pior não sei lhe dizer. Mas nada mais tenho em mim de você.
E agora, você se arrasta atrás de mim: Ivete, Ivete, Ivete!!!
A sua Ivete morreu. Você matou.
Esta Ivete só quer desligar o telefone em silêncio, sem nada dizer; como um dia você me ensinou.
E hoje, é você que pergunta: E agora?

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